Um Pequeno Exercício Comparativo

Publicado: 17/10/2011 em Lá vai a mousse!
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Bem, o que mais eu podia fazer? Ele era um caso sem salvação. Não sou um bully; jamais agredi um crioulo na vida. Eu gosto de crioulos – no lugar deles – sei como lidar com eles. Mas decidi que era hora de mandar um recado pra certas pessoas. Enquanto eu viver e puder fazer algo a respeito, os crioulos vão ficar no lugar deles. Crioulos não vão votar onde eu moro. Se votassem, iriam controlar o governo. Eles não irão pra escola com meus filhos. E quando um crioulo chegar a insinuar sexo com uma mulher branca, é porque ele cansou de viver. Provavelmente vou matá-lo. Eu e minha família lutamos por este país, e temos alguns direitos. Eu fiquei naquele celeiro, ouvindo aquele crioulo despejar seu veneno sobre mim, e aí tomei uma decisão. “Garoto de Chicago”, eu disse, “estou cansado deles mandando sua laia pra cá pra arrumar encrenca. Seu porra, vou te transformar num exemplo – só pra todo mundo saber o que eu e meu pessoal pensamos.”

O texto acima é parte de uma entrevista concedida em 1956 à revista Look por J. W. Milam, assassino confesso (e absolvido) de Emmett Till, garoto negro de 14 anos brutalmente torturado e assassinado um ano antes no Estado do Mississippi por ter paquerado uma mulher branca. Chocante, não? Agora substitua a palavra “crioulo” por “gay”. Algumas frases não começam a soar estranhamente familiares? Ultimamente estamos ouvindo falar muito do “perigo” da perniciosa influência dos gays nas escolas, no Congresso e na sociedade. Não sou preconceituoso; jamais agredi um gay na vida. Eu gosto de gays – no lugar deles.

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comentários
  1. D. Florinda disse:

    “Varrendo o lixo pra debaixo do tapete que é supostamente persa pra alegria do patrão”, alguns falsos moralistas, do Congresso e da sociedade, “esquecendo-se” da perniciosa influência de gente sem caráter e nem vergonha na cara que ocupa cargos públicos e políticos, desviando dinheiro do povo descaradamente, e dando um “ótimo” exemplo aos nossos jovens de civismo, cidadania e respeito ao próximo (mas nada disso é importante, importante mesmo é saber, se entre quatro paredes, o cara queima ou não a rosca, rosca esta que é só dele e ele tem todo o direito de fazer o que quiser com ela).
    Eu já estou começando a ficar convencida de que falam dos gays pra desviar o foco mesmo rssssssss.

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