A Indústria Fono/Cinematográfica Que Vá PRA PUTA QUE LHE PARIU

Publicado: 24/11/2012 em Lá vai a mousse!

Muitos grupos e músicos estão buscando formas alternativas de distribuir seus trabalhos. As vendas pela Internet, ou até mesmo downloads gratuitos para quem baixa, financiados pelo tráfego gerado, estão crescendo. Acho tudo muito legal, mas tenho algo a dizer. E vou dizer agora. Lá vai: sinceramente, eu acho que já contribuí o suficiente, de forma compulsória, para a indústria cultural mundial, principalmente o cancro peçonhento conhecido como indústria fonográfica, que agora está moribundo, consumido pela própria cupidez desenfreada. Lembro que uma vez, algumas décadas atrás, acometido por momentânea depressão, entrei numa loja e saí de lá minutos depois com uns 30 CDs. Devo ter gastado o que equivaleria hoje a uns mil reais numas bolachinhas cujo valor material não alcançaria, na melhor das hipóteses, dez mangos. Tudo isso para ter o privilégio de ouvir a música que eu quisesse. Agora aturo diuturnamente a música que não quero ouvir (com a popularização das aparelhagens de som potentes, estamos todos à mercê dos símios portadores de RG que andam por aí ouvindo o sambanejo/forrogode/funkaxé/merdalixo que estiver “bombando” no momento), e quanto às que eu quero ouvir… como é mesmo, Raulzito? Nóis num vamo pagá nada / Nóis num vamo pagá nada / É tudo free / Tá na hora / É tudo free / Vamo embora! É isso mesmo. Não pago mais porra nenhuma. Baixo tudo de graça e compartilho mesmo. O compartilhamento, também chamado de peer-to-peer, P2P, file sharing, etc., apesar da pecha de “pirataria”, NÃO É e nunca vai ser crime. Aliás, depois de ver um bandido salafrário e sem honra se promovendo na aba do combate à pirataria, chego a achar que ser “pirata” é uma honraria.

A verdade é que, apesar da (ou até graças à) Internet, quem tem que ficar famoso continua ficando, quem tem que fazer sucesso ou ganhar dinheiro continua conseguindo ambas as coisas. A única que parece estar se coçando e se incomodando com a nova ordem mundial é a indústria da mídia. Good riddance to bad rubbish. Traduzindo em bom português: tá morrendo, fia? Já vai tarde.

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comentários
  1. D. Florinda disse:

    Bão, muito bão rsrsrsss

  2. Assino junto, embaixo, ao lado. Se necessário, pirateio sua assinatura por/para acompanhar seu raciocínio, lógico!

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